Entenda a Biópsia Líquida

Há muito tempo sabe-se que o câncer libera pequenos fragmentos de DNA tumoral na corrente sanguínea do paciente doente. Como são pequenas partes do próprio câncer, esses fragmentos carregam pelo sangue as mesmas informações genéticas do tumor.
A análise desses fragmentos é uma ferramenta muito importante para o tratamento individualizado. A biópsia líquida permite examinar essas pequenas partes que estão circulando na corrente sanguínea através de uma simples coleta de sangue, igual à realizada para o hemograma, trazendo conforto e facilidade ao paciente portador de câncer.

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5 dicas para cuidar da sua pele no Verão!

O verão é a estação do calor e, por isso, realizamos mais atividades ao ar livre.

Aumentamos nossa exposição à radiação solar não apenas por ficarmos mais no sol, mas também porque a radiação incide com mais intensidade nesta época do ano. Além disso, suamos mais e perdemos maior quantidade de água corporal.

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Combatendo o Câncer com Envelhecimento Saudável

O Câncer está se tornando a principal causa de morte no Brasil. Estima-se que até 2030 esta será primeira causa de morte em nosso país. O aumento na expectativa de vida é um dos principais responsáveis pelo aumento da incidência desta doença.

Ao longo dos anos, o Brasil está “envelhecendo”. Diante do aumento da expectativa de vida, é fundamental que nos preocupemos com o envelhecimento saudável. É esperado que a população de idosos produza cada vez mais e por mais tempo e isto não será possível sem cuidados com a saúde.

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Seja um Doador! O Guia Completo da Doação de Órgãos

Milhares de pessoas, inclusive crianças, todos os anos, contraem doenças cujo único tratamento é um transplante. A espera por um doador, que muitas vezes não aparece, é dramática e adoece também um círculo grande de pessoas da família e de amigos.

De acordo com a Aliança Brasileira pela Doação de Órgãos e Tecidos (Adote), mais de 30% das pessoas que esperam por um transplante de coração, por exemplo, morrem na lista de espera.

Segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), de cada oito potenciais doadores, apenas um é notificado. Enquanto em países como Espanha – referência mundial em transplantes – são registrados perto de 40 por milhão de habitantes, no Brasil essa taxa cai para próximo de 15 com, felizmente, uma taxa de sucesso maior de 80%.

Para mudar este quadro e permitir que cada vez mais pessoas que estão na fila dos transplantes possam voltar a desfrutar de uma vida confortável, é essencial inserir a temática da doação no cotidiano, dentro das escolas e faculdades de medicina além de deixar claro à família o desejo de se tornar um doador.

Em homenagem e em prol do dia Nacional de Conscientização à Doação de Órgãos, o CPM, em parceria com o Hospital Pompéia de Caxias do Sul, montou esse guia de conscientização para que você se informe, espalhe a ideia e entre para essa corrente de vida!

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Existem dois tipos de doador: o doador vivo e após morte encefálica.  O doador vivo pode ser qualquer cidadão saudável que concorde com a doação. Este doador pode doar:

vivo

Pela lei, parentes até quarto grau e cônjuges podem ser doadores; não parentes, somente com autorização judicial.

Já os doadores cadáveres são pacientes em UTI (Unidade de Terapia Intensiva) com morte encefálica, que é quando ocorre a parada definitiva do encéfalo, que é o cérebro e tronco cerebral, provocando assim, a falência de todo o organismo. A retirada dos órgãos é realizada em centro cirúrgico como qualquer outra cirurgia. Um doador após a constatação de morte encefálica é capas de salvar mais de VINTE E CINCO pessoas, sendo possível a doação de:

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As restrições para ser este doador são:

– Portadores de doenças infectocontagiosas, como soropositivos ao HIV, hepatites B e C, Doença de Chagas, entre outras.

– Pessoas com doenças degenerativas crônicas ou tumores malignos.

– Pacientes em coma ou que tenham sepse ou insuficiência de múltiplos órgãos e sistemas (IMOS).

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Os órgãos doados vão para pacientes que necessitam de um transplante e estão aguardando em lista única, definida pela Central de Transplantes da Secretaria de Saúde de cada Estado e controlada pelo Ministério Público.

No Brasil, para ser este doador é preciso comunicar à família pois somente os parentes podem autorizar a doação.

Ser doador é uma decisão que pode ser definida por cada um em vida, mas no Brasil é preciso ter autorização dos familiares para que doação realmente ocorra. Vale lembra que, em meio ao sofrimento da perda, permitir à equipe médica que retire partes do corpo, como coração, pulmão e fígado, pode ser difícil para muitas pessoas. Por isso, é importante que quem pretende ser doador na morte informe seu desejo aos familiares e os conscientize sobre a importância desta decisão.

Agora a decisão está com você!

Informe sua família, espalhe essa corrente do bem entre seus amigos e mantenha viva a força que existe em você.

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Tudo sobre Coletor Menstrual!

Coletor menstrual, também conhecido como copo menstrual, é uma alternativa prática, econômica e higiênica aos clássicos absorventes íntimos, seja interno ou externo.

Mesmo existindo desde a década de 30, o coletor se tornou mais popular nos últimos 5 anos, devido as redes sociais, o crescimento da independência e empoderamento feminino, assim como a consciência ecológica. O dispositivo é simples: um pequeno copinho flexível, podendo ser de silicone, látex ou TPE (um tipo de borracha usada medicinalmente). Em vez de absorver o fluxo menstrual, ele coleta e armazena a menstruação temporariamente, e este é o seu diferencial frente aos absorventes comuns.

Além disso, por ser flexível o copo menstrual é capaz de se ajustar ao canal vaginal de cada mulher sem provocar desconfortos no dia a dia. Se do tamanho certo e inserido da forma correta, o canal vagina é completamente vedado, sem riscos de vazamentos ou incômodos indesejados.

Em média, pode-se usar o coletor de 6 a 12 horas seguidas, dependendo do seu volume de fluxo menstrual e não há nenhum problema em dormir com o dispositivo. Após esse período máximo de 12 horas, o copo deve ser retirado, esvaziado e lavado com água e sabão antes de ser inserido novamente.

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PRÓS

  • Alguns coletores são descartáveis, mas em sua maioria são para longo uso, podendo chegar a 10 anos. Esse fator impacta diretamente financeiramente e até ecologicamente a vida da mulher, já que reduz totalmente a compra mensal o descarte diário de absorventes descartáveis, mas é importante você ficar atenta ao que diz a embalagem do dispositivo;
  • No coleto, o fluido menstrual não é exposto ao ar como acontece no absorventes externos, por isso, diminui a surpresa de odores naturais do período, mas que pode incomodar algumas mulheres;
  • Absorventes convencionais absorvem mais que menstruação: acabam absorvendo também o fluido natural vaginal, desequilibrando o pH e flora desta parte do corpo. O coletor, por sua vez, absorve apenas o fluido menstrual, sem interferir no funcionamento do restante.
  • Mais tempo entre as trocas: Absorventes convencionais precisam ser trocados a cada quatro horas, em média, dependendo do fluxo. Já o coletor pode permanecer até 12 horas antes de precisar ser esvaziado.

CONTRAS

  • Nos primeiros dias de uso pode haver sim um incomodo, mas é devido a curva de aprendizagem até que se aprenda a colocá-lo e retirá-lo da forma correta;
  • Pode levar alguns testes até que você encontre a marca e o tamanho correto do coletor ideal para o seu corpo;
  • Se inserido sem higienizar as mãos pode ocasionar irritações;
  • O coletor não pode ser utilizado no período pós-parto, pois aumenta o risco de infecção e lesão do canal vaginal.

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Escolher o tamanho e material do copo menstrual não é necessariamente proporcional ao volume de fluxo menstrual, mas sim ao tamanho do canal vaginal.

Uma mulher com grande fluxo, mas que ainda não tenha filhos e tenha um índice de massa corporal baixo, não conseguirá se adaptar a um coletor grande pelo simples fato de que este não irá se adequar ao tamanho do seu canal vaginal. Do mesmo jeito que uma mulher com mais de 30 anos e 2 filhos, provavelmente vai precisar de um copo de tamanho maior, mesmo que o seu fluxo menstrual seja baixo.

Independente de tamanho, o importante é que o copo não cause desconforto nem permita vazamentos.

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Separamos alguma perguntas bem frequentes para que você aprenda mais sobre o coletor e quebre alguns tabus!

  1. O coletor causa dor?

Como falamos, nos primeiros dias de uso o coletor pode causar algum desconforto na hora da inserção. Com o tempo, você vai aprendendo e pegar o jeito e a introdução tende a se tornar mais fácil e com zero desconforto.

Se ele estiver inserido de forma certa, você vai até se esquecer que o está usando durante alguns períodos do dia.

 

  1. Posso praticar atividade física com o coletor inserido?

Sim, o coletor menstrual foi projetado para que a mulher consiga fazer todas as suas atividades diárias habituais.

  1. Sou virgem, posso usar o coletor menstrual?

Sem problema, algumas marcas possuem coletores vaginais de tamanho pequeno que podem ser utilizados por mulheres virgens. Porém, como o orifício vaginal é mais estreito, inserir o copo pode ser um pouco mais difícil nas primeiras vezes.

  1. Posso dormir com o coletor?

Sim, o coletor pode permanecer durante a noite toda e não atrapalha para urinar.

  1. O uso do coletor pode alargar o meu canal vaginal?

Isso é um grande mito. Os coletores são de material extremamente maleável, assim não provocam pressão sobre a parede vaginal, pelo contrário: se adaptam a ela.

  1. Existe restrição de idade para o uso do coletor?

Não, toda mulher que menstrua, não importa a idade, pode utilizar o copo.

  1. Como saber que o copo está cheio e é hora de esvaziá-lo?

Não existe uma fórmula para saber com certeza se o copo está cheio. Com o uso você vai aprendendo qual é a hora certa de esvaziá-lo. No começo do processo de adaptação, se você tiver fluxo elevado, pode realizar as trocas a cada 5 a 6 horas e ir acompanhando quanto tempo sua menstruação demora para encher o coletor. Vale lembrar que, para grande maioria das mulheres, se inserido corretamente, não ocorrem vazamentos nem transbordamento do copo.

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Para mais informações sobre o coletor menstrual e sobre seu ciclo, sempre converse com seu ginecologista, mas fique ligado nas redes do CPM que vem mais conteúdo sobre coletores por aí!

Contra o Tabagismo

O tabaco é responsável por cerca de seis milhões de mortes em todo o mundo. No Brasil, estima-se que o tabagismo seja responsável por 200 mil óbitos ao ano. O tabagismo é um fator de risco para cerca de 50 doenças, dentre elas, câncer, DPOC e doenças cardiovasculares.

O consumo de cigarros pode causar diversos danos graves à saúde do fumante e dos que convivem com ele. Os fumantes têm um risco maior de desenvolver as seguintes doenças:

Doenças coronárias (como angina e infarto): Os fumantes têm maior probabilidade de morrer por doença coronariana, especialmente os fumantes jovens. O tabagismo é responsável por 45% das mortes entre homens e 40% entre mulheres, com menos de 65 anos, por doença coronariana.

Problemas circulatórios: Os fumantes têm um elevado fator de risco de desenvolver arteriosclerose, envolvendo as artérias da perna, o que leva a dores, dificuldade em caminhar, podendo chegar a gangrena e amputação.

Câncer de Pulmão: 90% dos casos de câncer de pulmão são em fumantes. O câncer de pulmão é uma doença altamente letal – apenas um pequeno número de pacientes consegue sobreviver por 5 anos após o diagnóstico.

Além disso, o tabagismo também é um fator de risco importante para o desenvolvimento de outras doenças, tais como tuberculose, infecções respiratórias, úlcera gastrintestinal, impotência sexual, infertilidade em mulheres e homens, osteoporose, catarata, entre outras doenças.

Isso tudo sem mencionar os danos mais sutis à saúde, como cansaço, falta de ar, insônia, envelhecimento precoce, amarelamento dos dentes.

Quer entender um pouco mais sobre o impacto do tabagismo na saúde?

Confira clicando aqui o vídeo que gravamos com nossa médica patologista Aline Tregnago falando mais sobre o assunto.

O Mito do Movimento Antivacina

Estamos vivendo um momento com diversos surtos de doenças que há tempos não davam as caras. Surtos de sarampo atingem 42 países europeus. Altamente contagioso, ele pode causar pneumonia, diarreia, surdez, cegueira e, em casos extremos, a morte. A falta de vacinação é a principal responsável pelo retorno dessas doenças virais e essa irresponsabilidade só é agravada pelo movimento do antivacinismo, atuante em grande parte da Europa e nos Estados Unidos, com alguns adeptos no Brasil.

Apesar de instituições respeitadas, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), garantirem que as vacinas estimulam a produção de anticorpos contra doenças que podem ser graves, o movimento conhecido como anti-vaxx acusa-as de introduzir no corpo toxinas capazes de provocar doenças autoimunes e danos cerebrais. Essa argumentação não se baseia em estudos científicos e, portanto, não tem fundamentação.

Relatórios divulgados em junho pelo Ministério da Saúde apontam queda na procura por vacinação, inclusive pela gotinha, antipoliomielite (contra a paralisia infantil), que está sendo progressivamente substituída pela versão injetável. Até 2013, a cobertura era de 100%; em 2016, caiu para 84%. A meta recomendada pela Organização Mundial da Saúde é 95%.

Embora seja incipiente no Brasil, o movimento antivacina reúne 13 mil seguidores em pelo menos quatro grupos do Facebook. Antes não vacinava quem não tinha acesso à informação ou se pautava por motivos religiosos. Hoje, as vacinas são recusadas por pessoas de nível cultural elevado, empenhadas em seguir uma tendência mais naturalista.

Muitas pessoas, por desinformação, acabam achando que há vacinas demais e selecionam quais oferecer às crianças, preferindo as antigas. As desenvolvidas mais recentemente são vistas com reservas. A que combate a gripe já foi acusada de provocar a doença e até de se destinar a exterminar idosos. Um estudo do CDC divulgado em abril passado mostra que o imunizante reduz em 65% o risco de uma criança morrer de gripe. Ainda assim, a procura pela vacina este ano ficou abaixo do esperado.

Assim como todo medicamento, as vacinas têm contraindicações e podem causar reações adversas. As mais comuns são dor, vermelhidão e inchaço no local. Em alguns casos, ocorrem ainda febre e mal-estar, em geral transitórios. Esses efeitos não se comparam aos danos causados por doenças contagiosas. Porém, qualquer evento que ocorra nos seis meses após a aplicação acaba sendo atribuído à vacina, mesmo que a causa seja outra. Diante da suspeita, é importante informar o médico ou o serviço público onde o produto foi administrado.

Não vacinar é conduta ilegal. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) determina que é obrigatório fornecer as vacinas recomendadas pelas autoridades competentes. A recusa dos responsáveis, se interpretada como negligência, é passível de multa. Se a criança adoecer e tiver sequelas, os pais podem ser enquadrados por lesão corporal; e, em caso de morte, até por homicídio doloso. Como a decisão também repercute no coletivo, as escolas devem exigir a carteira de vacinação no ato da matrícula. Educadores e médicos têm o dever de denunciar os pais ao conselho tutelar. Afinal, o Estado precisa garantir o bem-estar da criança mesmo quando os pais decidem negar esse direito a ela.